O pesquisador Kauê Lopes dos Santos, autor do livro ‘Parcelado’ e professor da Unicamp, critica programas como o Desenrola 2.0, lançado pelo governo Lula. Para ele, embora essas iniciativas mostrem atenção governamental e injetem renda no curto prazo, podem criar uma cultura de renegociação que ignora as causas estruturais do endividamento recorde no Brasil. Dados da CNC mostram que 80,4% das famílias estavam endividadas em março, e a Serasa aponta 81,7 milhões de inadimplentes. Santos explica que o consumo via crédito, com parcelamento em todas as áreas da vida, inclusive alimentos e roupas, leva a um endividamento crônico. O sistema varejista e financeiro, com juros altos e longas prestações, compromete o orçamento familiar e aliena o futuro. Ele também destaca o agravamento com as bets, que drenam renda e levam a mais crédito caro. Para Santos, o Desenrola não resolve o problema estrutural, e soluções como redução de juros e aumento de renda precisam ser combinadas.
Perspectiva de Mercado
O cenário macroeconômico brasileiro, com endividamento recorde e programas de renegociação, sugere cautela. O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade devido a incertezas sobre a eficácia de estímulos fiscais. O ouro, como ativo de refúgio, pode se valorizar com a busca por segurança. O Bitcoin, por sua vez, pode oscilar com mudanças na liquidez global e apetite por risco.
Fonte: G1 Economia
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