A sigla NACHO, que significa ‘Not a chance Hormuz Open’ (nenhuma chance de abertura do Estreito de Ormuz), reflete a nova aposta de Wall Street de que não haverá solução rápida para a reabertura da principal rota marítima de petróleo e gás. Segundo a CNBC, o termo surgiu em mesas de operação e entre comentaristas, indicando que o mercado já não espera um cessar-fogo duradouro. O analista Zavier Wong, da eToro, afirma que o petróleo mais caro não é mais um choque temporário, mas o novo ambiente de mercado. A interrupção do tráfego em Ormuz deixou de ser um evento político passageiro para se tornar uma característica duradoura, tornando remota a chance de os preços do petróleo retornarem ao patamar pré-guerra no curto prazo. O mercado de seguros também sente o impacto, com prêmios de risco de guerra disparando para 2,5% do valor do casco por viagem, ante 0,1% antes do conflito. Enquanto parte do mercado abraça a tese NACHO, outros segmentos ainda operam com o ‘trade TACO’ (Trump Always Chicken Out). Para a State Street Global, se US$ 100 por barril for o novo normal nos próximos meses, o ouro pode ter dificuldade em sustentar alta perto de US$ 5.000 a onça. Já um acordo que abrisse Ormuz e levasse o petróleo a US$ 80 poderia impulsionar o ouro acima de US$ 5.500.
Perspectiva de Mercado
O Nasdaq Composite pode enfrentar pressão adicional se o petróleo se mantiver elevado, mas ainda há suporte de valuations robustos. O ouro pode oscilar entre US$ 4.800 e US$ 5.200, dependendo de novos desdobramentos no Oriente Médio. O Bitcoin, por sua vez, parece estar correlacionado a ativos de risco e pode sofrer com a aversão ao risco, mas a demanda institucional oferece algum piso.
Fonte: InfoMoney
Aviso: este conteúdo é apenas uma análise informativa e não constitui aconselhamento de investimento.